19.5.06

Canto e pão



No próximo dia 27 de Maio, Sábado, pelas 22h00, Mafalda Arnauth viaja até Seia, cumprindo a "promessa" de aderir às Tertúlias do Museu do Pão, várias vezes adiada por motivos da agenda de concertos da fadista, mas agora finalmente possível.
A cada último sábado de cada mês, o Museu do Pão convida uma personalidade da cultura portuguesa que conversa, no Bar-Biblioteca da instituição, com o público. Por estas tertúlias, têm passado algumas das mais ilustres personalidades culturais do panorama nacional, contribuindo para a dinamização da região serrana de Portugal.

3 Comments:

At 4:26 da tarde, Anonymous António said...

Da Liberdade…Da Fé…Da Dor…Da Paixão
(sobre os últimos post’s do Fadiário)

Também da Amizade na Distância


Querida Mafalda

Porque tudo tem um fim, também o meu tempo de ausência neste espaço de diálogo, onde com tantos companheiros de jornada tenho partilhado momentos de indizível prazer, chegou, por agora, ao fim.

Quero:

Falar-lhe (vos) da Liberdade, da alegria e do muito engenho e arte que descobri, sem surpresa embora, na sua passagem pelo “Dança Comigo”.
Chega a ser comovente, no verdadeiro sentido do termo, a alegria, o sorriso, a paixão afinal, com que se dedica a todas as coisas em que se “mete”, releve-se-me o plebeísmo da expressão.
Quanto ao convite que nos deixa aqui no blog, “Dancem comigo”…
Obrigado, seria um prazer, mas quantas caixas de “Brufen” seriam precisas para que eu pudesse acompanhar a sua energia e o seu fulgor?!!!!
:-)
Fico-me pelos parabéns!!!

Falar-lhe (vos) da Fé, da energia que todos iremos, certamente, querer transmitir à nossa selecção no próximo Mundial.
Relembro ainda, como a Mafalda e todos vocês certamente, o mar de emoção levada ao extremo, que inundou todo um país, num apoio sentido aos nossos rapazes, no Europeu de 2004.
As extensas correntes humanas, as caravanas de automóveis, barcos, enfim de tudo o que se movesse (até cavalos…!), que saudavam cada saída da nossa selecção para um novo desafio.
As bandeiras verde-rubras que enfeitavam as janelas e varandas de cada um de nós!
Momentos inolvidáveis que, mesmo um final menos desejado, não conseguiu apagar da nossa memória, e que, estou certo, se irão repetir no próximo mês de Junho.
Força Portugal!!!

Falar-lhe (vos) da Dor em Angola, como em tantos outros pontos do globo, cuja sensação a Mafalda tão bem nos transmitiu no seu último post sobre a recente viagem àquele país.
Da urgência que todos sentimos, onde quer que nos encontremos, de se criar um Mundo verdadeiramente novo, onde situações de incrível desumanidade, de miséria, de luto e de dor, deixem de coabitar, paredes-meias, com riquezas desmesuradas, poderes despóticos e mordomias sem fim.
Também da impotência, da raiva e da revolta que toma conta de nós, por sentirmos o quanto nos revelamos, afinal, inúteis para modificar essa situação.
Resta-nos (?) acreditar.

Falar-lhe (vos), por fim, da Paixão.
A propósito da entrega dos “Globos de Ouro” da SIC, já no próximo domingo.
Paixão é o termo que melhor define aquilo que, como outros já testemunharam, e estou a lembrar-me, por exemplo, da Cris, (olá um beijinho para ti), senti desde a primeira hora em que ouvi esse tema.
Terna a mensagem que escorre por entre as palavras límpidas da Mafalda.
Claro o sentido que elas igualmente nos revelam, numa leitura desde logo imediata.
O de acreditar que continua a residir em cada um de nós, a força de, com amor, com ternura, com audácia e com muita, direi toda, a verdade, podermos todos arriscar ser maiores.
Afinal o verdadeiro sentido da Vida residirá sempre na capacidade de, a cada passo, mesmo contra os ventos e as marés do nosso viver, sermos capazes de reinventar sempre um novo caminho, de o percorrermos sem tibiezas, sem medos, e de chegarmos, enfim, àquilo que eu continuarei sempre a chamar, poeticamente embora, (e que seria de nós, se não fosse a poesia?!), o campo verde florido da Esperança, matizado com as cores incrivelmente belas do Sorriso, da Amizade, da Verdade.

Da Amizade, dizer-lhe (vos) enfim, que a Mafalda e os seus (nossos) amigos, mesmo quando o tempo e a distância nos parecem separar, se encontram, por direito próprio, na minha caixinha de memórias.
Uma caixinha onde o espaço não se esgota e o tempo é infinito.
Porque têm ambos a dimensão do meu gozo tremendo de estar vivo.
De partilhar.
De dar a cada um de vocês o melhor do meu sorriso e a minha palavra mais bonita.
E esse gozo é também ele infinito, acreditem.

AM

ps: pãozinho de Seia?!
cuidado com a linha...!
:-)

 
At 7:06 da tarde, Blogger Egrégora said...

António, tenho lembrado muito de ti. E sentiu-se esta tua ausencia...

A escrita permite isto, que as pessoas se reconheçam no seu por dentro (onde melhor somos e nos mostramos)sem se conhecerem, e a verdade é que gosto muito de te ler...

Tenho pena de Seia ser um pouco longe, já ouvi falar dessas tertúlias e já me imaginava no ambiente sereno e próximo do bar, a ouvir a Mafalda. Talvez também falasse, mas ainda sei e sinto que tenho muito para ouvir da Mafalda.

Bj

 
At 5:04 da tarde, Anonymous António said...

Uma nota breve para Egrégora

(com um sorriso)

Obrigado pelas tuas simpáticas referências.

A escrita tem de facto, muitas vezes, o condão de despertar entre quem escreve e quem lê uma certa cumplicidade amena, entre companheiros de uma viagem que se prolonga no tempo e se alimenta das emoções, das vivências, do sentir de todos e de cada um, afinal.

Tens também tu, como eu, o prazer de ouvir, como referes.
Isso confere-te(nos) sempre o privilégio de aprendermos sempre e cada vez mais, também de crescermos um pouco todos os dias.

E aí residirá sempre muito da nossa riqueza interior, não achas?

Até "já"!
Bj.

 

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