3.2.06

Kleine, kleine...




Com a ajuda do seu amigo holandês, Bart Schoen, o nosso António Machado brinda-nos com mais dois conteúdos preciosos. Primeiro, o texto de apresentação do espectáculo, traduzido do site oficial do "Kleine Komedie Theather", onde Mafalda Arnauth actuará na próxima 2ª feira.

--------------------------------------------------------------------------------

Cantora de fado, Mafalda Arnauth constitui um fenómeno que nos deleita, com uma voz aberta e cheia, e uma maneira de ser e estar que nos deixa presos desde o primeiro instante.
Ela faz parte de uma nova geração de fadistas, à qual também pertencem, por exemplo, Camané, Mísia e Cristina Branco, cujas intenções vão muito para além das fronteiras do consumismo fácil e marcadamente comercial, libertando o Fado de caminhos por onde quase foi perdido.
Nela existe, mantendo embora o respeito pelas tradições mais marcantes do Fado, uma maneira muito própria e inovadora de o recriar, podemos dizer.
Mafalda vai ainda mais longe, escrevendo muito do seu repertório.
Com ela, chega-nos também uma maneira mais leve, que não menos verdadeira, de cantar a saudade e a melancolia tão presentes no fado tradicional.
Mafalda Arnauth pode já, de algum modo, ter adquirido o estatuto de "Diva", não tendo, no entanto, muitos dos traços marcantes de fenómenos desta natureza. É aberta, espontânea, dá-se ao público e deixa nele, mesmo quando este não entende as suas palavras, uma sensação imensa de partilha dos sentidos, graças à intensidade das suas interpretações.
Com ela, Paulo Parreira, na guitarra portuguesa, Ramon Maschio na guitarra clássica e Ricardo Costa no baixo acústico.



--------------------------------------------------------------------------------

--------------------------------------------------------------------------------


António Machado envia-nos também um texto sobre o "Kleine Komedie Theather", retirado e traduzido do mesmo site:


--------------------------------------------------------------------------------

--------------------------------------------------------------------------------

O "Kleine Komedie", construído em 1768, é o teatro mais antigo de Amsterdão e tem conhecido, ao longo dos tempos, uma história muito colorida e, de algum modo, excitante.
Após o crescimento sob o domínio francês, período em que o rei Willem I e o imperador Napoleão Bonaparte fizeram parte dos seus visitantes mais assíduos, seguiu-se um período breve, no início do século XIX, onde o teatro foi utilizado como "Deutschen Theater".
Depois, foi ainda palco de igreja escocesa, sala de Universidade Livre e, mais tarde, lugar de mostra de revistas e outros espectáculos de variedades.
Nos dias de hoje, o "Kleine Komedie" é um ponto de passagem obrigatório no roteiro dos teatros de Amsterdão e do próprio país, constituíndo, por assim dizer, a Meca dos espectáculos de cabaret, sendo também lugar importante de divulgação de música popular holandesa ("kleinkunst") e internacional; e palco de muitas apresentações de teatro musicado, entre outras manifestações de actividades culturais e artísticas.
Nele têm actuado, com regularidade, quer artistas em fase de lançamento, quer muitos outros já de créditos firmados, a nível nacional e internacional.

4 Comments:

At 7:54 da tarde, Anonymous Rakel said...

Super-António! :)

 
At 10:34 da manhã, Anonymous Carlos e Margarida Chaves said...

Mol, 06/02/2006

Cara Mafalda Arnauth, músicos, equipa técnica e demais fazedores de magia e transmissores da alma Portuguesa pelo mundo, um Obrigado do tamanho do mesmo por nos terem visitado e trazido o vosso enorme talendo a terras Flamengas e Holandesas cumprindo Portugal, citando o nosso amigo Paco Bandeira.
Estivemos presentes no vosso concerto de 4 de Fevereiro em Mol (CC’ t Getouw) na Bélgica e como sempre que estamos perante os grandes e as grandes obras, as palavras escritas não chegam para descrever e agradecer o que fizeram acontecer nessa noite. Perdoem-nos a limitação a que as palavras nos obrigam para vos dizer que o carrocel de emoções entre a lágrima e a alegria que voçês nos proporcionaram com esse fado tão Lusitano mas ao mesmo tempo e em complemento enriquecedor tão refrescantemente alegre, foi algo único aparentemente fácil, como só as grandes obras aparentemente o são, sendo Deus o exemplo supremo.
Voçês não imaginam o quanto estão a fazer por Portugal pela Lusofonia pela nossa cultura ao serem tão autênticos – sem segredos - Obrigado por encarnarem a nossa alma, partilhá-la e dá-la a conhecer a quem a ama ou por ventura ainda não a conheça, como o público estrangeiro ou de segunda geração.
Deixamos aqui os votos que prossigam o caminho do Infante nesta vossa magnífica “tournée” e muitas outras que hão-de vir, assim seja para nossa felicidade, vosso desejo.
O “preço” elevado que estão a “pagar”, a saudade, de estarem longe de onde tudo começou, vai concerteza ser transformado em algo que vão partilhar connosco no futuro e na perfeição da vossa música e das tuas sublimes letras - Força

Milhões de beijos e abraços de agradecimento pela vossa arte e por nos tocarem tão fortemente.


Carlos e Margarida Chaves

 
At 9:58 da manhã, Anonymous philip said...

http://www.volkskrant.com/weblog/pub/blogs/entry.php?id=30812 for a review of her concert

 
At 6:48 da tarde, Anonymous Rakel said...

Philip, thanks! Great photos!

 

Enviar um comentário

<< Home